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  • 'Ele chora muito', diz esposa de mototaxista de aplicativo que ficou desaparecido três dias

    'Ele chora muito', diz esposa de mototaxista de aplicativo que ficou desaparecido três dias

    Mototaxista de aplicativo é encontrado após três dias desaparecido em Araçatuba A esposa do mototaxista de aplicativo de Araçatuba (SP) que ficou por três dias desaparecido diz que ele está…


    Mototaxista de aplicativo é encontrado após três dias desaparecido em Araçatuba
    A esposa do mototaxista de aplicativo de Araçatuba (SP) que ficou por três dias desaparecido diz que ele está com sintomas de depressão.
    Em entrevista ao g1, Natiele Vitoriano de 29 anos, que é casada há 16 anos com Bruno Gonçalves Vitoriano da Silva, de 36, contou que o esposo desembarcou de um ônibus em Araçatuba neste domingo (15), às 2h20.
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    Bruno foi encontrado no sábado (14) em Goiânia (GO), após sair de Araçatuba de motocicleta para ver um amigo que trabalha no Tribunal de Justiça de Goiás.
    Na quarta-feira (11), dia do desaparecimento, ele havia levado a filha à escola e, em seguida, fez outra corrida para deixar a sogra no trabalho. Depois disso, não tinha sido mais visto. O sumiço foi percebido quando Bruno não retornou para buscar a filha na escola naquela ocasião.
    Bruno Gonçalves Vitoriano da Silva havia desaparecido em Araçatuba (SP)
    Arquivo Pessoal
    À reportagem, Natiele revelou que tem evitado questionar o marido, pois ele está visivelmente abalado.
    “Ele chora muito e tem horas em que não fala nada com nada, sabe?!… Então, eu procurei não ficar pressionando neste momento”, conta.
    Natiele Vitoriano é casada com Bruno Vitoriano há 16 anos; família mora em Araçatuba (SP)
    Arquivo Pessoal
    A esposa ainda contou que, quando chegou a Goiânia, Bruno foi recebido pelo amigo, que lhe forneceu roupas limpas, água e refeição. Em seguida, a polícia foi avisada e a família foi comunicada do paradeiro do mototaxista.
    “Agora, estamos correndo atrás de especialistas para ajudar ele no tratamento porque me parece ser um quadro depressivo”, relata Natiele.
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    Bruno tem duas filhas, fruto do relacionamento com a esposa. Aliviada, Natiele aproveitou para agradecer a todos que participaram das campanhas de divulgação pela internet durante o período do desaparecimento de Bruno.
    “Gostaria de agradecer imensamente a todos que contribuíram para que ele fosse encontrado, com os quais não falei antes porque eu queria ver ele… Eu queria saber e ouvir dele”, finaliza emocionada.
    Bruno Gonçalves Vitoriano da Silva havia desaparecido em Araçatuba (SP)
    Arquivo Pessoal
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    🕒 Publicado em: fevereiro 15, 2026 à29 6:00 pm

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  • Corredor é assaltado na Avenida Marechal, em Teresina; polícia prende um dos suspeitos

    Corredor é assaltado na Avenida Marechal, em Teresina; polícia prende um dos suspeitos

    Arrastão na Avenida Marechal acende alerta para falta de segurança na região Um corredor foi assaltado por dois criminosos a madrugada deste domingo (15) na Avenida Marechal Castelo Branco, Zona…


    Arrastão na Avenida Marechal acende alerta para falta de segurança na região
    Um corredor foi assaltado por dois criminosos a madrugada deste domingo (15) na Avenida Marechal Castelo Branco, Zona Leste de Teresina. Ele estava acompanhado de outro corredor no momento do roubo. Até a publicação desta reportagem, a Polícia Militar prendeu um dos suspeitos.
    Segundo o relato de uma testemunha à TV Clube, ele e um grupo de amigos viram os dois rapazes sendo assaltados, um pouco à frente deles, próximo à rotatória do Centro de Formação e Aperfeiçoamento Profissional (Cefap).
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    “O assaltante não conseguiu ver o relógio no braço dele [do rapaz], mas levou a chave do carro. O rapaz saiu correndo e eles partiram para cima do outro, que conseguiu sair. Aí eles conseguiram fugir do local”, disse a testemunha, que não quis se identificar.
    Os corredores fizeram um boletim de ocorrência e acionaram a polícia, que enviou viaturas para o trecho da avenida. O comparsa do suspeito preso continua sendo procurado pelos policiais.
    Arrastão em janeiro
    Em 15 de janeiro, outro criminoso armado fez um arrastão na Avenida Marechal Castelo Branco, perto da Ponte da Primavera. Ele abordou várias pessoas que passavam pelo local e recolheu pertences.
    O assaltante levou relógios, alianças e colares. As vítimas também denunciaram os roubos à polícia, que conseguiu prender o suspeito na madrugada de 16 de janeiro.
    Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina
    Patrícia Andrade/G1
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  • Empresa no Porto do Pecém abre inscrições para novas turmas do Jovem Aprendiz e Aprendiz PCD

    Empresa no Porto do Pecém abre inscrições para novas turmas do Jovem Aprendiz e Aprendiz PCD

    Empresa no Porto do Pecém abre inscrições para novas turmas do Jovem Aprendiz e Aprendiz PCD. Divulgação A ArcelorMittal Pecém abriu inscrições para novas turmas do Programa Jovem Aprendiz, com…


    Empresa no Porto do Pecém abre inscrições para novas turmas do Jovem Aprendiz e Aprendiz PCD.
    Divulgação
    A ArcelorMittal Pecém abriu inscrições para novas turmas do Programa Jovem Aprendiz, com oportunidades também para o programa Aprendiz PCD. Ao todo, são 76 vagas distribuídas entre os cursos de Operador de Processo Siderúrgico, Operador de Manutenção Eletromecânica e Assistente Administrativo, com início previsto para o segundo semestre de 2026.
    As inscrições podem ser feitas até 27 de fevereiro, exclusivamente pelo site da empresa (aba Pessoas > Trabalhe com a gente). A iniciativa contribui para a formação profissional e reforça o compromisso da empresa com inclusão.
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    Desde a criação dos programas, 930 jovens já participaram da iniciativa, que prepara para a carreira na siderurgia e amplia possibilidades de desenvolvimento profissional dentro da empresa e no mercado de trabalho. A formação conta com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (Senai-CE) na capacitação técnica dos aprendizes.
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    A ArcelorMittal Pecém prioriza a seleção de candidatos que residam em municípios próximos à empresa, como São Gonçalo do Amarante, Caucaia e Paracuru. No caso do Aprendiz PCD, a contratação abrange também as demais regiões do Ceará.
    “Investir em formação é investir no território. Ao abrir portas para quem está começando, reforçamos nosso compromisso com desenvolvimento, diversidade e oportunidades que geram impacto real para as pessoas e para a região”, disse Patrícia Rodrigues, gerente de Recursos Humanos da ArcelorMittal Pecém.
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    🕒 Publicado em: fevereiro 15, 2026 à40 5:58 pm

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  • Qual a altura permitida para construção de prédios na orla de João Pessoa? Entenda Lei do Gabarito

    Qual a altura permitida para construção de prédios na orla de João Pessoa? Entenda Lei do Gabarito

    Lei de zoneamento impede prédios altos na orla de João Pessoa Getty Images Uma questão judicial envolvendo duas legislações diferentes está em pauta desde 2024 em João Pessoa. A discussão…


    Lei de zoneamento impede prédios altos na orla de João Pessoa
    Getty Images
    Uma questão judicial envolvendo duas legislações diferentes está em pauta desde 2024 em João Pessoa. A discussão busca definir a altura limite para construção de prédios na orla de João Pessoa. Uma nova legislação quer flexibilizar uma norma mais antiga, parte, inclusive, da Constituição do Estado da Paraíba.
    O g1 explica, abaixo, o que vale atualmente e o que a nova legislação, proposta pela Prefeitura de João Pessoa, busca instituir.
    Qual a altura permitida hoje?
    A altura das construções na orla de João Pessoa é limitada principalmente pela Constituição do Estado da Paraíba, que estabelece uma área de proteção de 500 metros a partir da maré mais alta (preamar de sizígia).
    Dentro dessa faixa, os primeiros 150 metros são considerados área de proteção total, onde não é permitido construir. A partir desse ponto, a legislação prevê crescimento gradual das edificações.
    Nesse modelo, as construções partem de cerca de 12,9 metros e só podem atingir o limite máximo de 35 metros no final da faixa de 500 metros.
    O modelo é considerado mais restritivo porque controla não só a altura máxima, mas também em que ponto da faixa ela pode ser atingida, preservando paisagem, ventilação e vegetação costeira.
    Como o artigo 62 da Luos prevê
    A Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), aprovada em 2024, propôs manter os mesmos limites numéricos, de cerca de 12,9 metros no início do escalonamento até 35 metros como altura máxima.
    A principal mudança está na forma de distribuir essas alturas dentro dos 500 metros. A Luos permitiria que construções próximas do limite máximo fossem alcançadas antes do final da faixa de proteção.
    Além disso, a lei passou a considerar a altura até o piso do último pavimento, e não mais até o ponto mais alto da edificação, o que, na prática, pode permitir prédios alguns metros mais altos.
    De acordo com o MP, essa mudança poderia gerar diferença de até cerca de 4 metros na medição. Segundo estudo técnico da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), citado pelo Ministério Público, em alguns trechos, os prédios podem ficar mais de 6 metros mais altos do que o permitido antes. O limite de 35 metros passa a ser alcançado cerca de 115 metros antes do final da faixa, o que quebra a lógica do escalonamento gradual.
    Diferença entre lei vigente e o que propõe o artigo 62 da LUOS
    MPPB/Reprodução
    Entenda o impasse judicial sobre a altura dos prédios na orla de João Pessoa
    A disputa judicial sobre a altura dos prédios na orla de João Pessoa começou em 2024, após a aprovação da Lei Complementar nº 166/2024, a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), pela Prefeitura de João Pessoa.
    Na prática, a nova legislação alterou regras do Plano Diretor e flexibilizou os limites de altura das construções em uma faixa de até 500 metros a partir da linha da praia.
    Essa área da orla é reconhecida pela legislação estadual como patrimônio ambiental, paisagístico e cultural, o que impõe regras mais rígidas para ocupação e verticalização.
    Questionamento do Ministério Público
    As mudanças foram contestadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).
    Segundo o órgão, a lei aprovada:
    enfraquece a proteção ambiental,
    contraria regras da Constituição Estadual,
    e rompe com o princípio histórico de que os prédios devem ser mais baixos próximos ao mar, aumentando gradualmente à medida que se afastam da praia.
    Para o Ministério Público, a nova lei abriu brechas para construir prédios mais altos na orla de João Pessoa, o que pode gerar impactos urbanos e ambientais permanentes.
    Prédios embargados na orla de João Pessoa por violar Lei do Gabarito
    Decisão do Tribunal de Justiça
    Em dezembro de 2025, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) declarou inconstitucional a lei aprovada pela Câmara Municipal de João Pessoa.
    Os desembargadores entenderam que a norma apresentava:
    vícios formais (problemas no processo de aprovação, como falhas na participação popular), e
    vícios materiais (afronta às regras ambientais e constitucionais).
    Com isso, a legislação foi derrubada. A Prefeitura recorreu da decisão e o julgamento mais recente analisou embargos de declaração, um tipo de recurso que pede esclarecimentos ou revisão de pontos específicos da decisão.
    Em janeiro de 2026, a Lei do Uso e Ocupação do Solo (Luos) de João Pessoa, foi analisada pela segunda vez pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O TJPB decidiu que a lei continua válida, mas manteve a inconstitucionalidade do artigo 62 que flexibilizava a Lei do Gabarito, que regula a altura de construções na orla da capital.
    Na prática, o TJ mantém a vedação ao artigo da lei municipal que flexibilizava a Lei do Gabarito, mas ao mesmo tempo afasta a possibilidade de que outros empreendimentos, erguidos longe dos limites protegidos pelo Gabarito, sejam afetados.
    O que vale agora
    A Luos continua valendo em geral, mas o artigo que flexibilizava a altura dos prédios na orla foi declarado inconstitucional. Ou seja, as regras mais rígidas para a orla voltam a prevalecer, especialmente nas áreas próximas ao mar.
    Disputa chega ao STF
    Além da discussão no âmbito estadual, o Ministério Público da Paraíba também levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), contestando a tentativa da Prefeitura de João Pessoa de flexibilizar os limites de altura dos prédios na orla.
    O MPPB sustenta que:
    as regras antigas, mais restritivas, continuam em vigor;
    não existe o “vácuo normativo” alegado pela Prefeitura para liberar construções mais altas;
    e que permitir esse tipo de verticalização pode provocar danos ambientais irreversíveis à paisagem, à ventilação natural e ao equilíbrio ambiental da orla.
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    🕒 Publicado em: fevereiro 15, 2026 à08 5:58 pm

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  • Com Alok e Babado Novo, carnaval de Cametá atrai 80 mil foliões no Pará

    Com Alok e Babado Novo, carnaval de Cametá atrai 80 mil foliões no Pará

    Carnaval de Cametá tem show de Alok e Babado Novo Com shows de DJ Alok e a banda Babado Novo, Cametá, no nordeste do Pará, reuniu cerca de 80 mil…


    Carnaval de Cametá tem show de Alok e Babado Novo
    Com shows de DJ Alok e a banda Babado Novo, Cametá, no nordeste do Pará, reuniu cerca de 80 mil foliões neste sábado (14), no segundo dia da programação especial na cidade.
    A folia começou na sexta-feira (13) e promete muita energia até a quarta-feira (18). As atrações nacionais arrastaram uma multidão durante o evento aberto ao público e com entrada gratuita.
    DJ Alok se apresentou durante a programação.
    Marco Santos / Ag. Pará
    Para os moradores de Cametá, a época tem impacto positivo na cultura local, na geração de emprego e renda, e no fortalecimento do comércio da região.
    A programação da noite aconteceu no circuito oficial. A Praça da Cultura foi o ponto de concentração para o animado arrastão com trio elétrico, que seguiu até a grandiosa Arena de Shows Banpará Folia.
    Carnaval em Cametá reuniu cerca de 80 mil pessoas neste sábado (14).
    Alexandre Costa / Ag. Pará
    Com mais de 18 mil metros quadrados, o espaço à margem da BR-422 foi especialmente preparado para receber os milhares de foliões.
    Para garantir a tranquilidade de todos, a segurança foi reforçada com equipes integradas. Um Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICC) foi instalado para haver monitoramento em tempo real.
    A festa conta com 250 agentes de diversas forças de segurança, que estão distribuídos pelos pontos de maior concentração e no corredor da folia.
    Multidão curtiu shows nacionais.
    Alexandre Costa / Ag. Pará
    Além de Alok e Babado Novo, a programação carnavalesca em Cametá já recebeu Tiago Costa, Os Caras do Arrocha e MC Hariel.
    Neste domingo (15), tem Gigio Boy e Carabao; na segunda (16), Diego & Victor Hugo e Reinaldinho da Bahia; na terça (17), Simone Mendes; e na quarta (18), Vintage Culture e Zé Felipe. Tudo com entrada gratuita.
    Cametá oferece também o Carnaval Cultural, o Carnaval das Águas, fofós, cordões carnavalescos, desfiles de Escolas de Samba e mais arrastões com trio elétrico, prometendo uma experiência completa de folia para todos.
    VÍDEOS com as principais notícias do Pará
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    🕒 Publicado em: fevereiro 15, 2026 à33 5:57 pm

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  • Em desfile da Gaviões da Fiel, ministra Sônia Guajajara critica marco temporal e defende territórios indígenas

    Em desfile da Gaviões da Fiel, ministra Sônia Guajajara critica marco temporal A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, criticou o marco temporal e defendeu a garantia dos territórios indígenas…


    Em desfile da Gaviões da Fiel, ministra Sônia Guajajara critica marco temporal
    A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, criticou o marco temporal e defendeu a garantia dos territórios indígenas durante o desfile da Gaviões da Fiel, neste sábado (14), no Sambódromo do Anhembi. Ela foi um dos destaques da escola, que levou para a avenida o samba-enredo “Defesa dos povos indígenas: mistura da ancestralidade, espiritualidade e resistência”.
    Guajajara ocupou o último carro alegórico da agremiação, que trouxe a mensagem de que os povos originários devem ser ouvidos e respeitados em sua sabedoria e vivência.
    “A Gaviões traz uma referência também ao marco temporal, falando que o marco do futuro é Pindorama, ou seja, terra indígena garantida, povos indígenas cuidando, vivendo com liberdade nos seus territórios. Em tempos que o marco temporal tenta impedir demarcação das terras indígenas, a Gaviões traz esse tema de forma positiva, falando desse marco do futuro, que é proteger povos e territórios indígenas”, afirmou ao g1.
    A ministra também disse que a presença indígena no carnaval tem caráter político.
    “A gente está aqui para trazer a pauta indígena para o centro do carnaval também, não como fantasia, mas trazendo a nossa história, nossas trajetórias de luta. […] É preciso reflorestar os pensamentos e fortalecer a ocupação dos povos indígenas hoje em espaços estratégicos, inclusive em cargos políticos”, declarou.
    Marco temporal
    Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, desfilou na Gaviões da Fiel
    Letícia Dauer/g1
    O Senado Federal aprovou em dezembro do ano passado uma proposta que inclui na Constituição a tese que estabelece outubro de 1988 como a data para a demarcação de terras indígenas no Brasil — conhecida como marco temporal.
    A proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados antes de virar lei.
    Pelo texto, os povos indígenas só poderão reivindicar a posse de áreas que ocupavam, de forma permanente, em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Na prática, se as comunidades não comprovarem que estavam nas terras nesta data, poderão ser expulsas.
    Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a aplicação dessa data para demarcar os territórios. No mesmo ano, o Congresso tornou lei projeto que valida justamente o argumento vedado pelo STF.
    Dias depois, no entanto, o STF invalidou o uso do marco temporal como critério para a demarcação de áreas indígenas. Se a mudança na Constituição começar a valer, pode ser alvo de novos questionamentos no Supremo. Se isso ocorrer, os ministros vão analisar os novos processos, avaliando se a alteração respeitou as chamadas cláusulas pétreas – conjunto de direitos fundamentais que não podem ser vulnerabilizados.


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    🕒 Publicado em: fevereiro 15, 2026 à24 5:25 am

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  • Conceição Evaristo exalta ‘aula pública’ do Império Serrano e se declara: ‘O Rio me ensinou a florir’

    Conceição Evaristo exalta ‘aula pública’ do Império Serrano e se declara: ‘O Rio me ensinou a florir’

    Conceição Evaristo ‘rege’ último carro do Império Serrano Homenageada pelo Império Serrano no desfile deste ano, Conceição Evaristo definiu a apresentação da escola como uma “aula pública” . “É um…


    Conceição Evaristo ‘rege’ último carro do Império Serrano
    Homenageada pelo Império Serrano no desfile deste ano, Conceição Evaristo definiu a apresentação da escola como uma “aula pública” . “É um prazer muito grande ver um texto literário criado a partir da experiência de uma mulher negra se tornar uma aula pública”, afirmou.
    A escritora veio no abre-alas, mas ficou na dispersão até o fim. “Eu estou numa expectativa imensa em relação a que posição a escola vai ficar”, contou.
    Para a escritora, o enredo transformado em desfile amplia o acesso à literatura. “O enredo, o desfile, é uma aula pública. Isso me faz muito pensar e cada vez mais desejar literatura como direito. A literatura, o livro, a escrita, tem que ser de pertença de todos, e acho que a escola está contribuindo com isso”, disse.
    O Império Serrano levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Ponciá Evaristo — Flor do Mulungu”, que homenageia a autora mineira, referência da literatura negra brasileira e criadora do conceito de “escrevivências”, que une escrita e vivências de mulheres negras.
    A Verde e Branco de Madureira privilegiou tons dourados e terrosos para contar a trajetória da escritora. Conceição Evaristo veio no carro abre-alas. Havia uma cadeira reservada, mas em diversos momentos ela se levantou e acenou para o público, sempre cantando o samba-enredo.
    O hino foi um dos destaques do desfile e ganhou força no verso “A gente combinamos de não morrer”.
    Conceição Evaristo vem no abre-alas do Império
    Rafael Nascimento/g1
    Trajetória entre Minas e Rio
    Questionada sobre o que sentiu ao ser ovacionada na Sapucaí, Conceição destacou a relação com o Rio de Janeiro, onde consolidou a carreira, e com Minas Gerais, estado onde nasceu.
    “É uma longa carreira. É um longo trajeto. Eu devo a minha vida profissional ao Rio de Janeiro, mas a minha base está em Minas”, afirmou.
    Ela falou sobre o movimento de migrantes que chegam à capital fluminense e sobre o impacto da cidade em sua trajetória.
    “Então, essa convergência ao Rio — as pessoas saem muitas vezes para cá, não só o mineiro, mas o nordestino também. O Rio me ensinou também a florir, na medida que eu vou assumindo a minha carreira profissional, vou me afirmando como professora, como escritora, como pesquisadora no Rio de Janeiro. Então o Rio também me ensinou a florir”, declarou.
    A escritora também destacou a presença de familiares no desfile. “Meu irmão tá aqui. Minha filha veio também, no último carro. Macaé Evaristo, que é ministra dos Direitos Humanos, é minha prima, tá aqui também”, disse.
    O Império Serrano apostou na literatura para emocionar a Sapucaí e exaltou em vida a autora, celebrando sua trajetória e o legado das “escrevivências” na cultura brasileira.
    Conceição Evaristo vem no abre-alas do Império
    Rafael Nascimento/g1


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  • Fã de Luiz Gonzaga, ópera e churrasco: quem é brasileira formada em canto lírico na Juilliard, tradicional escola de música dos EUA

    Fã de Luiz Gonzaga, ópera e churrasco: quem é brasileira formada em canto lírico na Juilliard, tradicional escola de música dos EUA

    Manuela Korossy é a primeira brasileira a se formar em canto lírico na Juilliard. Aos 7 anos, após descobrir Luiz Gonzaga, a brasiliense Manuela Korossy ganhou dos pais uma sanfoninha…


    Manuela Korossy é a primeira brasileira a se formar em canto lírico na Juilliard.
    Aos 7 anos, após descobrir Luiz Gonzaga, a brasiliense Manuela Korossy ganhou dos pais uma sanfoninha de brinquedo.🪗 Foi assim que começou a paixão pela música que a levaria, aos 24 anos, a ser a primeira brasileira a se formar em canto lírico em um dos maiores conservatórios de música do mundo: a Juilliard School.
    🔎 Juilliard School: fundada em 1905, é uma das instituições de artes performáticas mais prestigiadas do mundo e fica em Nova York, nos Estados Unidos.
    Com formatura prevista para maio deste ano, a soprano afirma que, mesmo após anos de estudo, o encanto pela ópera segue o mesmo.
    “É tudo muito fantástico, muito intenso e muito prazeroso. O canto lírico é um um reflexo, talvez amplificado, de quem eu sou. A arte também é um espelho daquilo que todos nós somos. Por isso, ela é tão necessária”, conta Manuela.
    🎵 Ato 1: trajetória musical
    Manuela Korossy é a primeira brasileira a se formar em canto lírico na Juilliard.
    Laycer Tomaz/Reprodução
    O que separa a Manuela criança — se conectando e descobrindo a arte — da cantora lírica formada são anos de dedicação à música:
    aos 7 anos: entrou em um projeto de extensão da Universidade de Brasília (UnB) de musicalização infantil;
    aos 10 anos: entrou na Escola de Música de Brasília para estudar piano clássico;
    aos 12 anos: participou da apresentação do coro lírico infantil da ópera Carmen de Bizet no Teatro Nacional Cláudio Santoro;
    aos 15 anos: entrou na turma de Canto Erudito da Escola de Música de Brasília e depois foi para o curso técnico;
    aos 17 anos: foi aprovada no curso de Música da Universidade de Brasília (UnB);
    aos 19 anos: passou nas três etapas da seleção para a Juilliard.
    Manuela foi selecionada entre mais de 400 candidatos do mundo todo e ganhou uma bolsa de estudos de 90% para estudar na Juilliard School.
    Para o curso em Nova York, foram chamados dez alunos. Desses, além da brasiliense, cinco também são estrangeiros, e quatro são dos Estados Unidos.
    🎤 Ato 2: anos em Juilliard
    Manuela Korossy, cantora lírica brasiliense, em apresentação para a Casa Thomas Jefferson
    Com a mudança para uma das maiores cidades dos Estados Unidos, a jovem sentiu o primeiro choque cultural: o contraste do silêncio das ruas da Asa Norte, em Brasília, com o movimento sem pausa das esquinas de Nova York. 🚨
    “O maior desafio de trocar Brasília por Nova York foram as sirenes das ambulâncias. A gente não tem noção de quão barulhento uma sirene pode ser”, diz a jovem.
    Brincadeiras à parte, Manuela afirma que a escola tem uma carga horária intensa, com nota média de 7,3 e baixa tolerância para faltas. Por outro lado, entrega suporte musical e técnico completo. 📚
    Quanto questionada sobre as matérias preferidas, ela reconhece o aprendizado aprofundado nas disciplinas de teoria musical e de percepção.
    Já nas matérias de literatura vocal italiana, história do canto e de análise de óperas, ela conta que mergulhou de cabeça nas pesquisas. Não só pela curiosidade, mas também para entender a técnica vocal de cantoras que dialogam com o seu repertório.
    Manuela Korossy durante apresentação.
    Laycer Tomaz/Reprodução
    Entre as referências, Manuela destaca cantoras das décadas de 30 e 40 como Ida Miccolis, Renata Tebaldi, Lina Bruna Rasa, Elena Souliotis.
    “Eu digo que essas pessoas também me deram aula de canto. Foram horas ouvindo gravações e tentando perceber em cada detalhe como que a técnica é construída, como que a estética é construída”, diz a jovem.
    Manuela conta que enfrentou desafios financeiros durante o curso em Juilliard: por um período, precisou trabalhar em quatro empregos para conseguir pagar os custos de moradia e alimentação e os 10% que a bolsa de estudos não cobria.
    “É uma escola que não foi feita para quem precisa trabalhar e estudar, que sempre foi meu caso. Eu cheguei a um ponto em que acreditava que seria impossível me formar”, relembra a jovem.
    Após trancar a faculdade por um ano em Nova York e tentar a transferência para a Academia de Música Liszt Ferenc, em Budapeste, na Hungria, a coordenação da Juilliard ofereceu uma bolsa de 100% para a jovem concluir os estudos nos Estados Unidos.
    Na quarta-feira (11), Manuela apresentou um recital, equivalente ao Trabalho de Conclusão de Curso no Brasil, para finalizar a graduação em Juilliard. Agora, falta apenas concluir as matérias, que incluem provas e trabalhos, até maio.
    🎙️ Ato 3: próximos anos
    Manuela Korossy estudou em colégios públicos do DF e concorreu com outros 400 candidatos para vaga na Juilliard School.
    Laycer Tomaz/Divulgação
    Para comemorar a formatura, o desejo da soprano é só um: celebrar ao melhor jeitinho brasileiro com churrasco e caipirinha. 🍋‍🟩🍖
    A musicista quer traçar uma carreira internacional na Itália, mas também se apresentar nos palcos da América Latina.
    “Não há forma melhor de comemorar uma conquista como essa do que pondo em prática tudo que eu tenho aprendido, construído. Estar no palco é sempre uma grande comemoração. Eu acho que minha grande meta, de fato, é levar a voz do Brasil para o mundo e trazer o mundo de volta para o Brasil e botar a gente nesse holofote”, diz Manuela.
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    🕒 Publicado em: fevereiro 15, 2026 à40 5:00 am

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  • O país europeu onde vagas sobram e profissionais faltam

    O país europeu onde vagas sobram e profissionais faltam

    Vista da cidade de Frankfurt coberta de edifícios modernos Freepik Em uma sala de aula em Chennai, na Índia, cerca de 20 enfermeiras estão aprendendo alemão em ritmo acelerado. Elas…


    Vista da cidade de Frankfurt coberta de edifícios modernos
    Freepik
    Em uma sala de aula em Chennai, na Índia, cerca de 20 enfermeiras estão aprendendo alemão em ritmo acelerado. Elas têm seis meses para se tornarem fluentes o suficiente para trabalhar na Alemanha .
    Ramalakshi, uma das enfermeiras, conta que sua família enfrentou dificuldades financeiras, mas mesmo assim conseguiu pagar o equivalente a vários milhares de euros para sua faculdade de enfermagem. Desde que concluiu seus estudos, ela sentiu a necessidade de retribuir.
    “Meu objetivo é trabalhar no exterior”, diz. “Quero dar estabilidade financeira à minha família e construir minha própria casa.”
    O governo do estado de Tamil Nadu, no sul da Índia, financia o curso de idiomas para combater o desemprego local e dar às famílias desfavorecidas uma chance de alcançar oportunidades globais. Agências privadas, então, conectam enfermeiras indianas com potenciais empregadores.
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    Trabalhadores necessários
    A Alemanha está desesperada por trabalhadores qualificados, já que a chamada geração baby boomer está se aposentando e deixando o mercado de trabalho nos próximos anos, enquanto o número de nascimentos é muito baixo.
    Os hospitais carecem de enfermeiros, as escolas precisam de professores e o setor de TI clama por desenvolvedores.
    Economistas do Instituto de Pesquisa de Emprego (IAB) em Nuremberg, Alemanha, estimam que o país precisa atrair 300 mil trabalhadores qualificados anualmente apenas para manter o status quo.
    “Sem eles, os alemães teriam que trabalhar mais horas, se aposentar mais tarde. Ou simplesmente ser mais pobres”, afirma o pesquisador do IAB, Michael Oberfichter.
    Em 1964, português Armando Rodrigues (centro) foi acolhido como o milionésimo trabalhador estrangeiro na então Alemanha Ocidental e ganhou uma moto de presente
    Horst Ossinger/dpa/picture alliance
    “Trabalhadores convidados” e o milagre econômico alemão
    Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha experimentou um boom econômico que ainda é descrito como um “milagre econômico”. Nas décadas de 1950, 60 e início de 70, a economia cresceu tanto que a jovem democracia recorreu a trabalhadores estrangeiros para atender à demanda.
    A Alemanha Ocidental firmou acordos oficiais de recrutamento com países como Itália, Grécia, Turquia e outros, para garantir um fluxo constante de trabalhadores. Até 1973, quando essa política foi gradualmente extinta, 14 milhões de pessoas chegaram para trabalhar no país europeu.
    Os recém-chegados eram chamados de gastarbeiter na Alemanha, ou trabalhadores convidados, já que o governo presumia que eles partiriam após alguns anos e retornariam para seus países de origem. Mas muitos permaneceram e construíram suas vidas no país.
    Obstáculos burocráticos
    Hoje, apesar da renovada necessidade de trabalhadores qualificados na Alemanha, os imigrantes enfrentam muitos obstáculos para trabalhar no país.
    Zahra, que é do Irã, inicialmente não teve permissão para trabalhar após concluir sua graduação na Alemanha.
    “Levei quase um ano para conseguir uma entrevista para mudar meu visto de estudante para um visto de trabalho”, se recorda.
    Ela, que não quis que seu nome completo fosse publicado, fala alemão fluentemente, leciona em universidades e trabalha com pesquisa. Mesmo assim, após mais de seis anos no país, não obteve uma autorização de trabalho permanente e precisa se apresentar às autoridades sempre que muda de emprego.
    “Às vezes penso: ‘Será que quero morar aqui?’”, disse ela, questionando se não deveria ter se mudado para o Canadá, como alguns de seus amigos, que já obtiveram a cidadania canadense. “Ainda tenho que passar por isso depois de seis anos e meio.”
    Björn Maibaum, advogado de Colônia, na Alemanha, especializado em direito de imigração, afirma que a experiência de Zahra não é incomum para estrangeiros.
    “Infelizmente, é a mesma situação em toda a Alemanha”, constata.
    O escritório de advocacia de Maibaum lida com cerca de 2 mil casos desse tipo por ano, buscando agilizar os processos de imigração. Entre seus clientes estão “médicos, enfermeiros, engenheiros, caminhoneiros”, explicou. Para ele, o principal problema é a falta de pessoal nas autoridades de imigração, o que faz com que os solicitantes esperem por “meses ou até mesmo um ano”.
    “Isso é simplesmente frustrante. E não é essa a mensagem que devemos passar para o mundo. Estamos em uma competição [por trabalhadores]”, concluiu.
    Trabalhadores qualificados e refugiados
    De acordo com os dados mais recentes do Escritório Alemão para Migração e Refugiados, cerca de 160 mil estrangeiros com autorização de residência são considerados trabalhadores qualificados.
    No entanto, o escritório também é responsável por processar os pedidos de asilo dos milhões de refugiados que chegaram à Alemanha nos últimos anos devido a conflitos e guerras, como as da Síria e da Ucrânia . Mas, devido à falta de digitalização, a burocracia é lenta na Alemanha.
    O aumento acentuado no número de refugiados e a incapacidade do governo de integrá-los ao mercado de trabalho levaram a um crescente descontentamento com a política de imigração entre a população e impulsionaram o apoio ao partido de ultradireita anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD).
    Sentimento antiestrangeiro preocupa
    Kayalvly Rajavil está fazendo suas rondas e verificando os pacientes na Clínica BDH em Vallendar, uma pequena cidade no estado da Renânia-Palatinado, no oeste da Alemanha. O hospital é especializado em reabilitação neurobiológica, ajudando pacientes a se recuperarem de um AVC ou de um acidente.
    Rajavil é natural de Tamil Nadu e está na Alemanha há apenas alguns meses. Ela afirma que o idioma alemão foi difícil para ela no início. “Mas meu chefe e meus colegas ajudaram bastante, e nos respeitam”, ressalta.
    Rajavil é uma das cerca de 40 enfermeiras da Índia e do Sri Lanka que a clínica contratou nos últimos anos – a maioria, por meio de agências de recrutamento que cobram da clínica entre 7 mil (R$ 43,5 mil) e 12 mil euros por cada contratação bem-sucedida.
    Kayalvly Rajavil se sente acolhida na Alemanha e valoriza o respeito dos seus colegas
    Andreas Becker/Nicolas Martin
    Jörg Biebrach, chefe da equipe de enfermagem da clínica, afirma que o sentimento anti-estrangeiro na Alemanha, especialmente os casos de racismo, é um problema para os indianos que buscam trabalhar no país.
    “Recebemos cada vez mais perguntas sobre os acontecimentos políticos no país”, salienta, acrescentando que é um desafio crescente fazer com que os novos funcionários estrangeiros se sintam confortáveis ​​e acolhidos na Alemanha.
    A saudade de casa, problemas familiares e a adaptação cultural são outros desafios que impedem os funcionários estrangeiros de permanecerem no país após o período habitual de dois anos de contrato, segundo Biebrach.
    Para se manter competitiva na corrida global por enfermeiros qualificados da Índia, a Clínica BDH agora oferece um programa de estágio para jovens indianos recém-formados no ensino médio em seu país de origem.
    Isso agilizaria o processo de contratação – que normalmente dura até nove meses – e evitaria a necessidade de reconhecimento de qualificações estrangeiras na Alemanha, um procedimento complexo que se torna ainda mais complicado devido às diferentes regras nos 16 estados regionais do país.
    Bierbach argumenta que as autoridades de imigração precisam ser mais ágeis e as leis, mais uniformes para que a Alemanha se torne mais atraente para jovens talentos.
    “Todos dizem que precisamos de trabalhadores qualificados. Mas ainda estamos longe de uma cultura acolhedora onde tudo funcione sem problemas”, lamenta.


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  • Ex-campeão mundial de skate pedala mais de 1.300 km até Aparecida para agradecer cura de câncer da mãe

    Ex-campeão mundial de skate pedala mais de 1.300 km até Aparecida para agradecer cura de câncer da mãe

    Esportista decide viajar de São Leopoldo até Aparecida de bicicleta O ex-atleta de skate Douglas Dalua inicia nesta segunda-feira (16) uma peregrinação de bicicleta entre São Leopoldo, na Região Metropolitana…


    Esportista decide viajar de São Leopoldo até Aparecida de bicicleta
    O ex-atleta de skate Douglas Dalua inicia nesta segunda-feira (16) uma peregrinação de bicicleta entre São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e Aparecida, em São Paulo, para pagar uma promessa após a cura do câncer da mãe. O percurso ultrapassa 1,3 mil quilômetros e deve ser concluído em sete dias.
    Douglas parte da Igreja Nossa Senhora Aparecida, na cidade gaúcha, acompanhado de dois amigos, que vão fazer companhia e registrar toda a viagem.
    A cada dia, o grupo pretende pedalar entre 130 e 230 quilômetros, em um trajeto que pode chegar a até 1.400 quilômetros, dependendo das estradas em São Paulo, até chegar ao Santuário Nacional.
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    Douglas conta que treina há pelo menos três meses, desde o diagnóstico da mãe. Ele acelerou exames particulares e acompanhou o tratamento de perto. O ex-atleta levou a mãe ao Santuário pela primeira vez em 2012, ano em que venceu o campeonato mundial de skate. Após a cura, decidiu agradecer com a viagem.
    “Sou filho único, fui criado pela minha mãe. Ela é a minha base”, emociona-se o atleta.
    Douglas Dalua é considerado o primeiro brasileiro a se profissionalizar em downhill (modalidade que consiste em descer ladeiras de skate em alta velocidade), em 1999. Em 2006, conquistou o campeonato brasileiro, e 10 anos depois conquistou o título mundial de downhill speed, em Kogelberg, África do Sul.
    O ciclista relata que o apoio dos companheiros fortaleceu a decisão. “O Tonho me contatou e disse que tinha o mesmo propósito. A gente está junto. Aí entrou o Gênesis para completar esse desafio”, afirmou.
    O amigo Luiz Antônio, conhecido como Tonho, é experiente em percursos longos de bike e explica que alimentação e descanso serão os principais desafios. “Nossa base no ciclismo é ter um bom consumo, porque a perda de energia é muito grande”, conta.
    Ex-atleta de skate Douglas Dalua vai de São Leopoldo a Aparecida para agradecer pela cura da mãe
    Reprodução/RBS TV
    A jornada
    Os planos para o primeiro dia de pedalada consistem em percorrer os primeiros 230 quilômetros até Sombrio. Depois, o grupo segue por seis etapas, com trechos entre 130 km e 230 km, até completar o trajeto.
    A volta será de carro, por causa dos compromissos profissionais dos três participantes.
    Motivação e fé 🙏
    Douglas diz que a promessa nasceu no momento mais difícil do diagnóstico de câncer da mãe, Niveria. Ele acredita que a fé impulsionou a decisão.
    “Para a fé, a gente não tem distância, não tem limite.”
    Além disso, o atleta ressalta que a viagem também serve como alerta para a importância da prevenção e dos exames de rotina, reforçado pelo relato da família.
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    🕒 Publicado em: fevereiro 15, 2026 à33 5:00 am

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